Confissão
Não quero saber de nomes
Há um brilho maior em meu,
Em
teu , em nosso olhar.
Qual minha estrela guia?
As reticências e as interrogações
Poderão
ser chamadas de estrada?
Não há portos corretos a atracar
O acaso é o destino certo
O certo é a trilha incerta
De
nossa escrita.
Sonho: o desejo do por vir
Desejo: o sabor do querer
Querer: o sorriso e a visão
Instantânea da quietude
Da realização.
Não me faça mais perguntas
Esses questionamentos só
Fazem gerar outras perguntas.
Confesso
Caminho com minhas dúvidas
Erro pela vida.
Sou
um viajante errante e ponto!
Minha bagagem?
Minhas paixões, minhas frustrações
Meus sorrisos, minhas lembranças
Minha história, e o principal:
Numa mão determinação
Na outra
Coragem.
(Giovana Ramos - 11/10/2000.)